terça-feira, 27 de novembro de 2007

Museu Nacional da Imprensa prepara Roteiro de Ciência do Porto

«Museu Nacional da Imprensa (MNI) vai criar um roteiro da ciência no Porto, em parceria com o Instituto Multimédia do Porto (IMP), anunciou, no Porto, fonte da instituição.

O resultado desta parceria será a criação de um CD-ROM interactivo sobre a evolução da cultura científica no Porto. Este CD-ROM vai conter mapas, descrições com imagens estáticas e em movimento, percursos, perfis e informação sobre a evolução geral da cultura científica no Porto.

Apresentará também o percurso da ciência da cidade desde o séc. XVIII até à actualidade, em várias vertentes, nomeadamente unidades de ciência, história da ciência e arquitectura de edifícios relacionados com a ciência, entre outras.»

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Enciclopédia Online em Português

Porque o saber não ocupa lugar.
O portal saber do Sapo já está on-line.
Todos os luso-navegadores estão convocados a corrigir textos ou editar novas páginas com novos temas.
Deixa o teu contributo.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Sonoridades

Uma combinação de harmonia e prazer sonoro.
Aqui fica para ouvir até ao final.



Deixem-nos livres e em paz. Porque a nossa sorte fazemo-la nós.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

O Grupo PT anunciou esta quinta-feira um reforço nos conteúdos para telemóveis.

Agencia Financeira.
O «Sapo Mobile» é o serviço que a empresa vai passar a disponibilizar e é assumido como «o primeiro serviço de convergência fixo-móvel», disse em conferência de imprensa o vice-presidente Zeinal Bava.

Com conteúdos diversos como a consulta de notícias, farmácias de serviço, trânsito, informações da bolsa ou cinemas, o «Sapo Mobile» pode ser utilizado por todos os operadores móveis em qualquer país do mundo e em todos os equipamentos que tenham capacidade para acesso à Internet.

No entanto, o Grupo PT realça que esta é «uma aposta clara» da TMN, que conta já com 100 mil utilizadores dos serviços de Internet no telemóvel.

Este projecto foi desenvolvido em colaboração com a Universidade de Aveiro e a Alcatel-Lucent, no que diz respeito à integração de conteúdos vídeo, também disponíveis.

«O país vai voltar a desafiar a gravidade no uso da Internet no móvel, tal como o fez no número de telemóveis», acrescentou Zeinal Bava.

A presença da marca Sapo em diversas plataformas é «o caminho natural para a consolidação da sua liderança», defende o vice-presidente da PT, acrescentando que o novo serviço permite aos utilizadores de telemóveis uma experiência semelhante à de navegarem no portal da Internet.

O portal Sapo, na Internet, conta com 800 mil utilizadores diários.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Séries do Momento


A partir de agora não é preciso pagar TV, ficar acordado até de madrugada para poder ver as nossas séries favoritas basta ir a HULU fazer o registo e ver a série de eleição.

CRÓNICA DA MÁ SORTE

- Enquanto a gente da política alfacinha se rebola de contentamento com o “estrondoso” sucesso das negociações de bastidores que conduziram ao acordo para a consumação do novíssimo tratado de Lisboa, os cidadãos do Interior não encontram razões para festejos.
Pelo contrário, as expectativas para o futuro são cada vez mais sombrias, anunciando uma vertiginosa precipitação da agonia irreversível.
Depois das vagas esperanças do Abril dos cravos, o desânimo e a resignação têm corroído as gentes que não quiseram engrossar a torrente de proletarizados despejada nos subúrbios da faixa litoral. Desânimo e resignação, filhos do cansaço de mil lutas, de anos de raiva contida pela exaltante convicção de que não haveria a sorte de ser sempre madrasta. Postura do desesperado perante a roleta que lhe troca os olhos e as voltas da vida.
Assim se ficaram a olhar o infinito sem nome, enquanto outras apostas atulhavam panças de bem viver e folguedos de novos ricos, sem raízes nem referências, rendidos ao gozo efémero dos mais diversos jogos de espelhos.
Se fossemos hoje por esta nossa terra, onde as cabeças, alvas de neve, pontuam a paisagem triste, reflectida nos sulcos profundos dos rostos, para sentir os suspiros do fim, colheríamos certamente lamentos sobre a má sorte que marcou gerações de gentes do Interior e, talvez, apelos para que os que aí vêm fechem os olhos e a alma e esqueçam para sempre este rincão.
Parece que a história só nos trouxe azar nestes mais de 800 anos passados sobre o henriquino voluntarismo. Era tempo de a sorte mudar. Mas, se olharmos para os tempos próximos, constatamos que o reconhecimento da injustiça secular a que fomos submetidos deu corpo a discursos vários, aparentemente sentidos, assim como a solenes proclamações de arrependimento e promessas de redenção. Mas, na verdade, nenhuma atitude, nenhuma decisão correspondeu ao proclamado.
Acenam-nos com o direito à sorte mas só induzem o nosso azar, como numa banca onde se joga com os dados viciados. Enquanto a terra se esvazia, adiam-se as infra-estruturas que lhe poderiam trazer sangue novo, à espera que já não haja remédio. Assim tem sido, aliás, desde há mais de duas décadas.
Carpideiras cínicas têm vindo, vestidas de todas as cores, chorar por encomenda e nós continuamos a maldizer a sorte, quando devíamos tê-las expulsado e procurado a respiração profunda que nos renovasse, em vez de nos asfixiarmos em sucessivos rituais fúnebres.
Há uns tempos um meloso catolicão veio dizer-nos que, finalmente, em nome dos grandes princípios da justiça e da solidariedade, nos iria colocar no mapa. Pensámos que era no mapa das prioridades, do investimento potenciador de progresso, do respeito que merecemos.
Má sorte outra vez, a nossa. Quando abandonou a barca, que há-de tomar o caminho do inferno, estávamos comparativamente pior porque, entretanto, as Gomorras do litoral foram engolindo avidamente gente e recursos.
Antes dele, outro “gato pingado”, para acelerar o desenlace, havia retirado o caminho de ferro, acenando com alternativas que serviriam com mais “eficácia” e “racionalidade económica” as populações. Ainda hoje estamos à espera da conclusão do IP4 que, não cumprindo a função prometida, se revelou um extenso matadouro, servindo à maravilha inconfessadas intenções de aniquilação destas gentes.
Foi mais uma vez má sorte… Até parecia que o homem estava cheio de boas intenções. Aliás, muitos ainda nele quiseram depositar confiança, quando deram um contributo marcante para que atingisse a suprema magistratura do país.
Entretanto, com aura de integridade, grandiloquente na proclamação de respeitáveis princípios, fino de trato e aparentemente empenhado em actos solidários, passou pelo cadeirão de Belém Jorge Sampaio. Não denunciou as piedosas mentiras do fazedor de mapas e pretendeu mesmo lavar as suas próprias mãos, com duas ou três visitas inanes ao distrito.
Só mesmo a má sorte nos podia ter surpreendido outra vez. Tenha-se em conta a forma como todo o resto do território foi recortado pelas vias de comunicação, pontes, cravado de empresas, prolongamentos de “metros”, perspectivas de aeroportos, monumentais estádios de futebol e etc., que ele aplaudiu, sem se lembrar de chamar à atenção para a necessidade de uma pinga que fosse para dar alento ao agonizante Nordeste.
Por cá, durante os velórios aparecem sempre uns tipos, talvez necessitados de tranquilizar as próprias consciências, que tornam leve a dor com umas anedotas. Assim aconteceu com um auto-proclamado transmontano, qual prestidigitador, que animou a malta com promessas de universidade e sede do ICN. Que sorte poderia ter sido, não fora tratar-se de refinadas aldrabices.
Temos agonizado neste ambiente de jogo de azar com a morte. De vez em quando, também nos damos conta da presença de alguns que esperávamos falassem por nós, alto e bom som, denunciando as tramas urdidas. Afinal, rodeiam a mesa, como nas tascas, e revelam o nosso fraco jogo, piscando o olho e fazendo trejeitos, de modo a que os seus amos se refastelem sobre a nossa desgraça.
Também haverá quem atribua à má sorte calhar-nos esta classe de representantes. No entanto, pelo menos a nossa dignidade ainda pode ser reposta. Basta que busquemos, no alento que nos resta, a força para lhes atirar com as cartas à cara, revirar a mesa e impor-lhes que nos deixem em paz. Porque a nossa sorte fazemo-la nós. -