Carregadores de telemóvel solares. Não gaste energia desnecessariamente. Carregue o seu telemóvel com energia solar. A prenda ideal para este Natal. Surpreenda os seus clientes com este brinde único. Este carregador solar, exclusivo da VERDESOLAR, vai permitir que as baterias dos telefones móveis possam ser carregadas em qualquer local onde haja sol.
Mas este dispositivo não serve apenas para telemóveis ou PDAs. A tecnologia de carregamento flexível permite ainda fornecer energia a uma gama de outros aparelhos, como os leitores de MP3, jogos e câmaras digitais.
Através da sua bateria interna, o carregador pode captar a energia natural, armazená-la e facilmente regenerar essa energia para os dispositivos móveis. No entanto, a possibilidade de continuar a usar a energia eléctrica mantém-se.
Graças à sua portabilidade, este é, sem dúvida, um acessório extremamente prático para quem efectua numerosas deslocações. Para além disso, tem a vantagem de ser "amigo do ambiente". Segundo cálculo da Vodafone, a utilização deste equipamento, apenas com recurso à energia solar, por 10 mil pessoas durante um ano evita a emissão para a atmosfera de cerca de 8 toneladas de dióxido de carbono.
In http://verdesolar.com/promonatal.aspx
Deixem-nos livres e em paz. Porque a nossa sorte fazemo-la nós.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Google Zero
Nos Estados Unidos, Blackle. Em Itália, Nerooogle. Em Portugal, Zero!
Em 3 Páginas, um único objectivo:
Permitir graças aos fundos negros pesquisas mais ecológicas.
Poupando energia lá diz quem sabe, No poupar é que está o ganho.
google-zero
Deixem-nos livres e em paz. Porque a nossa sorte fazemo-la nós.
Em 3 Páginas, um único objectivo:
Permitir graças aos fundos negros pesquisas mais ecológicas.
Poupando energia lá diz quem sabe, No poupar é que está o ganho.
google-zero
Deixem-nos livres e em paz. Porque a nossa sorte fazemo-la nós.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Primeira vez.
Pela primeira vez neste blog vou descarregar um pouco daquilo que me vai na alma.
Apesar de não ser saudosista, o eterno homem que vive de momentos que já passaram relatando a ânsia e comprovando medalhas de tempos Napoleónicos que fazem crer que fomos e continuamos a ser os maiores que nada nos demove, nem à vento ou sorte que nos faça deitar por terra.
Tenho que admitir, que apesar destes 31 anos de experiência de vida ainda continuo a ser tal qual uma criança sentindo a falta de um mundo que já não tenho, mas sabendo que por meu bem é melhor assim que viver a ilusão do momento que a escolha depende da liberdade de cada um, e sabendo que nunca me vou arrepender das minhas escolhas. Sei que quando toca a questões de índole pessoal e quando pesado o aspecto da maturidade, responsabilidade e compromissos assumidos me vejo como recto e cumpridor, tenho que admitir, sinto que estou a fazer tudo bem mas sinto bem lá no fundo uma saudade dos meu tempos de boémia e tunas que vivi por mais de 5 anos.
Mas então a incongruência disto tudo! Leva-me onde?
Leva-me aquilo que chamo de plena satisfação quando sei que chego a casa e tenho a minha espera a mulher mais fantástica que conheci, e que por muito que procure nunca mais vou conseguir substituir, que a vida não é efémera e momentânea, mas sim que para ser vivida em plenitude existindo avanços e recuos de parte a parte com intelecção.
Se pessoalmente me sinto realizado devo tudo a postura que decidi adoptar perante a vida, de acreditar que tudo é mais que um momento que não a momento que dure para sempre e por fim que sozinho o caminho tem o dobro dos metros.
Obrigado, sim o meu muito obrigado a todos quantos me ajudaram, um obrigado especial “mas esse eu dou de forma especial e vocês não tem nada a ver com isso” a ti que me fizeste crescer e abrir os olhos para a vida, o sentido da dura realidade o peso das responsabilidades, mas obrigado também por carregares esse fardo comigo.
Profissionalmente só posso dizer que se for sempre assim então estou bem ou no bom caminho.
Nunca se esqueçam a vida é a melhor escola do mundo e a edução e respeito a maior virtude dos homens.
Deixem-nos livres e em paz. Porque a nossa sorte fazemo-la nós.
Apesar de não ser saudosista, o eterno homem que vive de momentos que já passaram relatando a ânsia e comprovando medalhas de tempos Napoleónicos que fazem crer que fomos e continuamos a ser os maiores que nada nos demove, nem à vento ou sorte que nos faça deitar por terra.
Tenho que admitir, que apesar destes 31 anos de experiência de vida ainda continuo a ser tal qual uma criança sentindo a falta de um mundo que já não tenho, mas sabendo que por meu bem é melhor assim que viver a ilusão do momento que a escolha depende da liberdade de cada um, e sabendo que nunca me vou arrepender das minhas escolhas. Sei que quando toca a questões de índole pessoal e quando pesado o aspecto da maturidade, responsabilidade e compromissos assumidos me vejo como recto e cumpridor, tenho que admitir, sinto que estou a fazer tudo bem mas sinto bem lá no fundo uma saudade dos meu tempos de boémia e tunas que vivi por mais de 5 anos.
Mas então a incongruência disto tudo! Leva-me onde?
Leva-me aquilo que chamo de plena satisfação quando sei que chego a casa e tenho a minha espera a mulher mais fantástica que conheci, e que por muito que procure nunca mais vou conseguir substituir, que a vida não é efémera e momentânea, mas sim que para ser vivida em plenitude existindo avanços e recuos de parte a parte com intelecção.
Se pessoalmente me sinto realizado devo tudo a postura que decidi adoptar perante a vida, de acreditar que tudo é mais que um momento que não a momento que dure para sempre e por fim que sozinho o caminho tem o dobro dos metros.
Obrigado, sim o meu muito obrigado a todos quantos me ajudaram, um obrigado especial “mas esse eu dou de forma especial e vocês não tem nada a ver com isso” a ti que me fizeste crescer e abrir os olhos para a vida, o sentido da dura realidade o peso das responsabilidades, mas obrigado também por carregares esse fardo comigo.
Profissionalmente só posso dizer que se for sempre assim então estou bem ou no bom caminho.
Nunca se esqueçam a vida é a melhor escola do mundo e a edução e respeito a maior virtude dos homens.
Deixem-nos livres e em paz. Porque a nossa sorte fazemo-la nós.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Feliz Natal
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Responsável do MIT critica separação entre ensino superior e indústria em Portugal e acusa universidades
O director da divisão de Sistemas de Engenharia e do Centro de Transportes e Logística do Massachussetts Institute of Technology (MIT) Yossi Sheffi criticou a total separação entre o meio académico e a indústria em Portugal, considerando as universidades "muito conservadoras" e "pouco práticas", pelo que defendeu uma "urgente" mudança de mentalidade.
"Em Portugal, como no resto da Europa, há uma total separação entre o meio académico e a indústria, mas penso que o problema não são as empresas e sim as universidades", disse em entrevista à agência Lusa.
"Em Portugal, como no resto da Europa, há uma total separação entre o meio académico e a indústria, mas penso que o problema não são as empresas e sim as universidades", disse em entrevista à agência Lusa.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
in Miguel Torga
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
in Miguel Torga
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Na terra dos sonhos

“Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar.”
Continuamos a sonhar para que o dia de amanha seja sempre melhor que o de hoje.
Deixem-nos livres e em paz. Porque a nossa sorte fazemo-la nós.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Museu Nacional da Imprensa prepara Roteiro de Ciência do Porto
«Museu Nacional da Imprensa (MNI) vai criar um roteiro da ciência no Porto, em parceria com o Instituto Multimédia do Porto (IMP), anunciou, no Porto, fonte da instituição.
O resultado desta parceria será a criação de um CD-ROM interactivo sobre a evolução da cultura científica no Porto. Este CD-ROM vai conter mapas, descrições com imagens estáticas e em movimento, percursos, perfis e informação sobre a evolução geral da cultura científica no Porto.
Apresentará também o percurso da ciência da cidade desde o séc. XVIII até à actualidade, em várias vertentes, nomeadamente unidades de ciência, história da ciência e arquitectura de edifícios relacionados com a ciência, entre outras.»
O resultado desta parceria será a criação de um CD-ROM interactivo sobre a evolução da cultura científica no Porto. Este CD-ROM vai conter mapas, descrições com imagens estáticas e em movimento, percursos, perfis e informação sobre a evolução geral da cultura científica no Porto.
Apresentará também o percurso da ciência da cidade desde o séc. XVIII até à actualidade, em várias vertentes, nomeadamente unidades de ciência, história da ciência e arquitectura de edifícios relacionados com a ciência, entre outras.»
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Enciclopédia Online em Português
Porque o saber não ocupa lugar.
O portal saber do Sapo já está on-line.
Todos os luso-navegadores estão convocados a corrigir textos ou editar novas páginas com novos temas.
Deixa o teu contributo.
O portal saber do Sapo já está on-line.
Todos os luso-navegadores estão convocados a corrigir textos ou editar novas páginas com novos temas.
Deixa o teu contributo.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Sonoridades
Uma combinação de harmonia e prazer sonoro.
Aqui fica para ouvir até ao final.
Deixem-nos livres e em paz. Porque a nossa sorte fazemo-la nós.
Aqui fica para ouvir até ao final.
Deixem-nos livres e em paz. Porque a nossa sorte fazemo-la nós.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
O Grupo PT anunciou esta quinta-feira um reforço nos conteúdos para telemóveis.
Agencia Financeira.
O «Sapo Mobile» é o serviço que a empresa vai passar a disponibilizar e é assumido como «o primeiro serviço de convergência fixo-móvel», disse em conferência de imprensa o vice-presidente Zeinal Bava.
Com conteúdos diversos como a consulta de notícias, farmácias de serviço, trânsito, informações da bolsa ou cinemas, o «Sapo Mobile» pode ser utilizado por todos os operadores móveis em qualquer país do mundo e em todos os equipamentos que tenham capacidade para acesso à Internet.
No entanto, o Grupo PT realça que esta é «uma aposta clara» da TMN, que conta já com 100 mil utilizadores dos serviços de Internet no telemóvel.
Este projecto foi desenvolvido em colaboração com a Universidade de Aveiro e a Alcatel-Lucent, no que diz respeito à integração de conteúdos vídeo, também disponíveis.
«O país vai voltar a desafiar a gravidade no uso da Internet no móvel, tal como o fez no número de telemóveis», acrescentou Zeinal Bava.
A presença da marca Sapo em diversas plataformas é «o caminho natural para a consolidação da sua liderança», defende o vice-presidente da PT, acrescentando que o novo serviço permite aos utilizadores de telemóveis uma experiência semelhante à de navegarem no portal da Internet.
O portal Sapo, na Internet, conta com 800 mil utilizadores diários.
O «Sapo Mobile» é o serviço que a empresa vai passar a disponibilizar e é assumido como «o primeiro serviço de convergência fixo-móvel», disse em conferência de imprensa o vice-presidente Zeinal Bava.
Com conteúdos diversos como a consulta de notícias, farmácias de serviço, trânsito, informações da bolsa ou cinemas, o «Sapo Mobile» pode ser utilizado por todos os operadores móveis em qualquer país do mundo e em todos os equipamentos que tenham capacidade para acesso à Internet.
No entanto, o Grupo PT realça que esta é «uma aposta clara» da TMN, que conta já com 100 mil utilizadores dos serviços de Internet no telemóvel.
Este projecto foi desenvolvido em colaboração com a Universidade de Aveiro e a Alcatel-Lucent, no que diz respeito à integração de conteúdos vídeo, também disponíveis.
«O país vai voltar a desafiar a gravidade no uso da Internet no móvel, tal como o fez no número de telemóveis», acrescentou Zeinal Bava.
A presença da marca Sapo em diversas plataformas é «o caminho natural para a consolidação da sua liderança», defende o vice-presidente da PT, acrescentando que o novo serviço permite aos utilizadores de telemóveis uma experiência semelhante à de navegarem no portal da Internet.
O portal Sapo, na Internet, conta com 800 mil utilizadores diários.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Séries do Momento

A partir de agora não é preciso pagar TV, ficar acordado até de madrugada para poder ver as nossas séries favoritas basta ir a HULU fazer o registo e ver a série de eleição.
CRÓNICA DA MÁ SORTE
- Enquanto a gente da política alfacinha se rebola de contentamento com o “estrondoso” sucesso das negociações de bastidores que conduziram ao acordo para a consumação do novíssimo tratado de Lisboa, os cidadãos do Interior não encontram razões para festejos.
Pelo contrário, as expectativas para o futuro são cada vez mais sombrias, anunciando uma vertiginosa precipitação da agonia irreversível.
Depois das vagas esperanças do Abril dos cravos, o desânimo e a resignação têm corroído as gentes que não quiseram engrossar a torrente de proletarizados despejada nos subúrbios da faixa litoral. Desânimo e resignação, filhos do cansaço de mil lutas, de anos de raiva contida pela exaltante convicção de que não haveria a sorte de ser sempre madrasta. Postura do desesperado perante a roleta que lhe troca os olhos e as voltas da vida.
Assim se ficaram a olhar o infinito sem nome, enquanto outras apostas atulhavam panças de bem viver e folguedos de novos ricos, sem raízes nem referências, rendidos ao gozo efémero dos mais diversos jogos de espelhos.
Se fossemos hoje por esta nossa terra, onde as cabeças, alvas de neve, pontuam a paisagem triste, reflectida nos sulcos profundos dos rostos, para sentir os suspiros do fim, colheríamos certamente lamentos sobre a má sorte que marcou gerações de gentes do Interior e, talvez, apelos para que os que aí vêm fechem os olhos e a alma e esqueçam para sempre este rincão.
Parece que a história só nos trouxe azar nestes mais de 800 anos passados sobre o henriquino voluntarismo. Era tempo de a sorte mudar. Mas, se olharmos para os tempos próximos, constatamos que o reconhecimento da injustiça secular a que fomos submetidos deu corpo a discursos vários, aparentemente sentidos, assim como a solenes proclamações de arrependimento e promessas de redenção. Mas, na verdade, nenhuma atitude, nenhuma decisão correspondeu ao proclamado.
Acenam-nos com o direito à sorte mas só induzem o nosso azar, como numa banca onde se joga com os dados viciados. Enquanto a terra se esvazia, adiam-se as infra-estruturas que lhe poderiam trazer sangue novo, à espera que já não haja remédio. Assim tem sido, aliás, desde há mais de duas décadas.
Carpideiras cínicas têm vindo, vestidas de todas as cores, chorar por encomenda e nós continuamos a maldizer a sorte, quando devíamos tê-las expulsado e procurado a respiração profunda que nos renovasse, em vez de nos asfixiarmos em sucessivos rituais fúnebres.
Há uns tempos um meloso catolicão veio dizer-nos que, finalmente, em nome dos grandes princípios da justiça e da solidariedade, nos iria colocar no mapa. Pensámos que era no mapa das prioridades, do investimento potenciador de progresso, do respeito que merecemos.
Má sorte outra vez, a nossa. Quando abandonou a barca, que há-de tomar o caminho do inferno, estávamos comparativamente pior porque, entretanto, as Gomorras do litoral foram engolindo avidamente gente e recursos.
Antes dele, outro “gato pingado”, para acelerar o desenlace, havia retirado o caminho de ferro, acenando com alternativas que serviriam com mais “eficácia” e “racionalidade económica” as populações. Ainda hoje estamos à espera da conclusão do IP4 que, não cumprindo a função prometida, se revelou um extenso matadouro, servindo à maravilha inconfessadas intenções de aniquilação destas gentes.
Foi mais uma vez má sorte… Até parecia que o homem estava cheio de boas intenções. Aliás, muitos ainda nele quiseram depositar confiança, quando deram um contributo marcante para que atingisse a suprema magistratura do país.
Entretanto, com aura de integridade, grandiloquente na proclamação de respeitáveis princípios, fino de trato e aparentemente empenhado em actos solidários, passou pelo cadeirão de Belém Jorge Sampaio. Não denunciou as piedosas mentiras do fazedor de mapas e pretendeu mesmo lavar as suas próprias mãos, com duas ou três visitas inanes ao distrito.
Só mesmo a má sorte nos podia ter surpreendido outra vez. Tenha-se em conta a forma como todo o resto do território foi recortado pelas vias de comunicação, pontes, cravado de empresas, prolongamentos de “metros”, perspectivas de aeroportos, monumentais estádios de futebol e etc., que ele aplaudiu, sem se lembrar de chamar à atenção para a necessidade de uma pinga que fosse para dar alento ao agonizante Nordeste.
Por cá, durante os velórios aparecem sempre uns tipos, talvez necessitados de tranquilizar as próprias consciências, que tornam leve a dor com umas anedotas. Assim aconteceu com um auto-proclamado transmontano, qual prestidigitador, que animou a malta com promessas de universidade e sede do ICN. Que sorte poderia ter sido, não fora tratar-se de refinadas aldrabices.
Temos agonizado neste ambiente de jogo de azar com a morte. De vez em quando, também nos damos conta da presença de alguns que esperávamos falassem por nós, alto e bom som, denunciando as tramas urdidas. Afinal, rodeiam a mesa, como nas tascas, e revelam o nosso fraco jogo, piscando o olho e fazendo trejeitos, de modo a que os seus amos se refastelem sobre a nossa desgraça.
Também haverá quem atribua à má sorte calhar-nos esta classe de representantes. No entanto, pelo menos a nossa dignidade ainda pode ser reposta. Basta que busquemos, no alento que nos resta, a força para lhes atirar com as cartas à cara, revirar a mesa e impor-lhes que nos deixem em paz. Porque a nossa sorte fazemo-la nós. -
Pelo contrário, as expectativas para o futuro são cada vez mais sombrias, anunciando uma vertiginosa precipitação da agonia irreversível.
Depois das vagas esperanças do Abril dos cravos, o desânimo e a resignação têm corroído as gentes que não quiseram engrossar a torrente de proletarizados despejada nos subúrbios da faixa litoral. Desânimo e resignação, filhos do cansaço de mil lutas, de anos de raiva contida pela exaltante convicção de que não haveria a sorte de ser sempre madrasta. Postura do desesperado perante a roleta que lhe troca os olhos e as voltas da vida.
Assim se ficaram a olhar o infinito sem nome, enquanto outras apostas atulhavam panças de bem viver e folguedos de novos ricos, sem raízes nem referências, rendidos ao gozo efémero dos mais diversos jogos de espelhos.
Se fossemos hoje por esta nossa terra, onde as cabeças, alvas de neve, pontuam a paisagem triste, reflectida nos sulcos profundos dos rostos, para sentir os suspiros do fim, colheríamos certamente lamentos sobre a má sorte que marcou gerações de gentes do Interior e, talvez, apelos para que os que aí vêm fechem os olhos e a alma e esqueçam para sempre este rincão.
Parece que a história só nos trouxe azar nestes mais de 800 anos passados sobre o henriquino voluntarismo. Era tempo de a sorte mudar. Mas, se olharmos para os tempos próximos, constatamos que o reconhecimento da injustiça secular a que fomos submetidos deu corpo a discursos vários, aparentemente sentidos, assim como a solenes proclamações de arrependimento e promessas de redenção. Mas, na verdade, nenhuma atitude, nenhuma decisão correspondeu ao proclamado.
Acenam-nos com o direito à sorte mas só induzem o nosso azar, como numa banca onde se joga com os dados viciados. Enquanto a terra se esvazia, adiam-se as infra-estruturas que lhe poderiam trazer sangue novo, à espera que já não haja remédio. Assim tem sido, aliás, desde há mais de duas décadas.
Carpideiras cínicas têm vindo, vestidas de todas as cores, chorar por encomenda e nós continuamos a maldizer a sorte, quando devíamos tê-las expulsado e procurado a respiração profunda que nos renovasse, em vez de nos asfixiarmos em sucessivos rituais fúnebres.
Há uns tempos um meloso catolicão veio dizer-nos que, finalmente, em nome dos grandes princípios da justiça e da solidariedade, nos iria colocar no mapa. Pensámos que era no mapa das prioridades, do investimento potenciador de progresso, do respeito que merecemos.
Má sorte outra vez, a nossa. Quando abandonou a barca, que há-de tomar o caminho do inferno, estávamos comparativamente pior porque, entretanto, as Gomorras do litoral foram engolindo avidamente gente e recursos.
Antes dele, outro “gato pingado”, para acelerar o desenlace, havia retirado o caminho de ferro, acenando com alternativas que serviriam com mais “eficácia” e “racionalidade económica” as populações. Ainda hoje estamos à espera da conclusão do IP4 que, não cumprindo a função prometida, se revelou um extenso matadouro, servindo à maravilha inconfessadas intenções de aniquilação destas gentes.
Foi mais uma vez má sorte… Até parecia que o homem estava cheio de boas intenções. Aliás, muitos ainda nele quiseram depositar confiança, quando deram um contributo marcante para que atingisse a suprema magistratura do país.
Entretanto, com aura de integridade, grandiloquente na proclamação de respeitáveis princípios, fino de trato e aparentemente empenhado em actos solidários, passou pelo cadeirão de Belém Jorge Sampaio. Não denunciou as piedosas mentiras do fazedor de mapas e pretendeu mesmo lavar as suas próprias mãos, com duas ou três visitas inanes ao distrito.
Só mesmo a má sorte nos podia ter surpreendido outra vez. Tenha-se em conta a forma como todo o resto do território foi recortado pelas vias de comunicação, pontes, cravado de empresas, prolongamentos de “metros”, perspectivas de aeroportos, monumentais estádios de futebol e etc., que ele aplaudiu, sem se lembrar de chamar à atenção para a necessidade de uma pinga que fosse para dar alento ao agonizante Nordeste.
Por cá, durante os velórios aparecem sempre uns tipos, talvez necessitados de tranquilizar as próprias consciências, que tornam leve a dor com umas anedotas. Assim aconteceu com um auto-proclamado transmontano, qual prestidigitador, que animou a malta com promessas de universidade e sede do ICN. Que sorte poderia ter sido, não fora tratar-se de refinadas aldrabices.
Temos agonizado neste ambiente de jogo de azar com a morte. De vez em quando, também nos damos conta da presença de alguns que esperávamos falassem por nós, alto e bom som, denunciando as tramas urdidas. Afinal, rodeiam a mesa, como nas tascas, e revelam o nosso fraco jogo, piscando o olho e fazendo trejeitos, de modo a que os seus amos se refastelem sobre a nossa desgraça.
Também haverá quem atribua à má sorte calhar-nos esta classe de representantes. No entanto, pelo menos a nossa dignidade ainda pode ser reposta. Basta que busquemos, no alento que nos resta, a força para lhes atirar com as cartas à cara, revirar a mesa e impor-lhes que nos deixem em paz. Porque a nossa sorte fazemo-la nós. -
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
O Preço
Se tudo na vida tem um preço, qual é o nosso?
A resposta está numa página na Internet onde através de um inquérito se avalia o nosso valor de mercado.
Human For Sale
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Parabéns

Parabéns para estes grandes atletas Portugueses que conseguiram trazer 17 medalhas, parabéns para todos quantos lutam contra as contrariedades da vida e acreditam sempre num rumo melhor.
Mais informações em Special Olympics. ou em www.specialolympics.org
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Todos pelo meio ambiente
O Tema escolhido para o próximo dia 15 é o meio ambiente inserido no «Blog Action Day»
Mais informações em Blog Action Day, no fundo passa pela mobilização de bloggers em todo o mundo para publicarem, no mesmo dia, textos com um assunto pré-definido, de relevância global, sem qualquer tipo de censura.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Maior Parque Eólico Europeu Aprovado pelo Governo
O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) propôs a proibição da exploração eólica no Parque Natural de Montesinho (PNM), em Bragança, mas irá acatar uma decisão contrária se o Governo assim o entender, disse ontem um responsável daquele organismo.
Esta área protegida do Nordeste Transmontano despertou o interesse de um grupo irlandês que já apresentou um projecto para a instalação do que anunciou como “o maior parque eólico no mosaico europeu”. O anúncio coincidiu com a conclusão da proposta do Plano de Ordenamento do PNM, que proíbe a instalação de parques eólicos, o que gerou contestação a nível regional, sobretudo das autarquias. O Plano de Ordenamento está em discussão pública até 17 de Outubro e o ICN promoveu ontem em Bragança e Vinhais, os dois concelhos por onde se estende o PNM, sessões públicas de esclarecimento. Henrique Pereira dos Santos, responsável pelo processo do Plano de Ordenamento no ICNB, atribui as críticas que têm surgido “à questão da energia eólica, que gera fluxos financeiros importantes, sobretudo para autarquias e comissões de baldios que têm poucas receitas”. O responsável entende que este tipo de investimento “desvaloriza a imagem de Montesinho”, que considera ter mais capacidade de gerar emprego, nomeadamente ao nível do turismo da natureza e da paisagem do que os parques eólicos. Os contestatários da interdição das eólicas apontam o exemplo de Espanha, onde abundam aerogeradores mesmo junto a Montesinho, na fronteira.
O responsável do ICNB entende que as eólicas espanholas “já desvalorizam Montesinho”, mas considera que seria “mais complicado transportar essa paisagem industrial para dentro da área protegida portuguesa”. “É francamente mais complicado dizer que o Estado português, por sua livre e espontânea vontade, aceitou transformar a imagem que hoje existe e que é fluxo de visitantes assinalável numa paisagem industrial, diminuindo significativamente a ideia, que todos têm em todo o pais, de que Montesinho é um sítio único e especial que vale a pena visitar”, declarou.
Henrique Pereira dos Santos garantiu que o ICNB está aberto a todas a propostas que venham a ser apresentadas no período de discussão pública em curso e que todas serão consideradas no relatório de ponderação que o instituto vai apresentar ao Conselho de Ministros, a quem compete a decisão final.
Esta área protegida do Nordeste Transmontano despertou o interesse de um grupo irlandês que já apresentou um projecto para a instalação do que anunciou como “o maior parque eólico no mosaico europeu”. O anúncio coincidiu com a conclusão da proposta do Plano de Ordenamento do PNM, que proíbe a instalação de parques eólicos, o que gerou contestação a nível regional, sobretudo das autarquias. O Plano de Ordenamento está em discussão pública até 17 de Outubro e o ICN promoveu ontem em Bragança e Vinhais, os dois concelhos por onde se estende o PNM, sessões públicas de esclarecimento. Henrique Pereira dos Santos, responsável pelo processo do Plano de Ordenamento no ICNB, atribui as críticas que têm surgido “à questão da energia eólica, que gera fluxos financeiros importantes, sobretudo para autarquias e comissões de baldios que têm poucas receitas”. O responsável entende que este tipo de investimento “desvaloriza a imagem de Montesinho”, que considera ter mais capacidade de gerar emprego, nomeadamente ao nível do turismo da natureza e da paisagem do que os parques eólicos. Os contestatários da interdição das eólicas apontam o exemplo de Espanha, onde abundam aerogeradores mesmo junto a Montesinho, na fronteira.
O responsável do ICNB entende que as eólicas espanholas “já desvalorizam Montesinho”, mas considera que seria “mais complicado transportar essa paisagem industrial para dentro da área protegida portuguesa”. “É francamente mais complicado dizer que o Estado português, por sua livre e espontânea vontade, aceitou transformar a imagem que hoje existe e que é fluxo de visitantes assinalável numa paisagem industrial, diminuindo significativamente a ideia, que todos têm em todo o pais, de que Montesinho é um sítio único e especial que vale a pena visitar”, declarou.
Henrique Pereira dos Santos garantiu que o ICNB está aberto a todas a propostas que venham a ser apresentadas no período de discussão pública em curso e que todas serão consideradas no relatório de ponderação que o instituto vai apresentar ao Conselho de Ministros, a quem compete a decisão final.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Vote em Portugal.

Wich of the RWC ´minnows´ impressed you most? Este é o Titulo da sondagem efectua da pelo site planeta rugby e Portugal só pelo facto de serem amadores, merecem o nosso voto, só pelo facto de cantarem a Portuguesa, como se não houvesse dia amanhã, merecem o nosso voto são portugueses.
Vote em http://www.planetrugby.com/
Sonoridades
Partilho aqui convosco uma nova sonoridade que conheci através do Youtube, com um toque de tradicional e cantando os poetas portugueses.
Pode estar longe do gosto de muito gente, mas está muito perto das raízes deste nosso Portugal da nossa cultura e música popular.
Pode estar longe do gosto de muito gente, mas está muito perto das raízes deste nosso Portugal da nossa cultura e música popular.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Santana Lopes abandona entrevista
Muito bem é assim mesmo Dr Pedro Santana Lopes. É necessario alguem com caracter para ter uma atitude destas.
Já chega de sensasionalismo nas nossas noticias.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
É obra... 8 Crimes...
Depois de uma leitura aos jornais de hoje descobri o seguinte.
Passo a relatar o que ainda resta na minha memória e espero não estar a cometer nenhum erro.
O presidente da Académica de Coimbra vai ser acusado de 8 crimes de corrupção passiva.
Com pena de prisão que pode ir até aos 8 anos, o Tribunal de Instrução Criminal decidiu levar a julgamento os oito crimes de corrupção, imputados pelo Ministério Público, ao presidente da Académica e antigo director de Urbanismo da Câmara.
Manifesto desde já pena por ver um clube como a académica ligado a uma noticia destas, espero que o clube saia desta situação sem grandes mazelas e que a lei seja cumprida.
Passo a relatar o que ainda resta na minha memória e espero não estar a cometer nenhum erro.
O presidente da Académica de Coimbra vai ser acusado de 8 crimes de corrupção passiva.
Com pena de prisão que pode ir até aos 8 anos, o Tribunal de Instrução Criminal decidiu levar a julgamento os oito crimes de corrupção, imputados pelo Ministério Público, ao presidente da Académica e antigo director de Urbanismo da Câmara.
Manifesto desde já pena por ver um clube como a académica ligado a uma noticia destas, espero que o clube saia desta situação sem grandes mazelas e que a lei seja cumprida.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Assembléia da ONU, líder da UE critica unilateralismo

Por Pedro Morais Fonseca, enviado da Agência Lusa
Nova Iorque, 25 Set (Lusa) - O primeiro-ministro português, José Sócrates (foto), fez nesta terça-feira, em seu discruso na Assembléia Geral da ONU, uma referência crítica indireta à guerra no Iraque e ao unilateralismo político:
"Se há ensinamento que a passagem para o século 21 nos trouxe foi o de que os desafios globais exigem respostas globais, e exigem um multilateralismo efetivo, que se joga aqui, nas Nações Unidas e com as Nações Unidas", disse Sócrates, que discursou na 62ª Assembléia Geral das Nações Unidas na qualidade de presidente do principal órgão da União Européia (UE).
O premiê português, que lidera o Conselho Europeu até o fim de dezembro, afirmou ainda que a União Européia está preparada para assumir responsabilidades na questão do Kosovo e pediu mais apoio para as missões das Nações Unidas, para a erradicação da pobreza e para consolidação do Timor Leste.
Ao longo de 13 páginas, Sócrates abordou as principais questões da agenda da política externa européia e referiu-se a prioridades da Presidência portuguesa da UE como a cimeira UE-África (em dezembro) e o processo de autonomia do Kosovo.
O chefe do governo português defendeu o primado do direito internacional, do multilateralismo e das Nações Unidas para a resolução das grandes questões globais, sejam elas de carácter ambiental ou político.
Citando o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para o desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza, o premiê defendeu a realização da cúpula UE-África como esforço de dois continentes para uma "estratégia conjunta" e "ambiciosa".
Kosovo e Oriente Médio
Em relação à questão do Kosovo, José Sócrates defendeu uma solução "política abrangente, democrática e multi-étnica".
"Apelamos para que ambas as partes [sérvios e kosovares] se comprometam neste processo de uma forma construtiva e criativa. A UE está preparada para desempenhar um papel de relevo na implementação do estatuto que vier a ser acordado", disse.
Em relação ao Oriente Médio, o presidente em exercício da UE pediu ação "rápida" do ponto de vista diplomático e disse que a estabilização do Líbano terá efeitos positivos na região. Segundo o premiê, a Europa continuará a participar "no esforço coletivo exigido por uma situação humanitária e de segurança extremamente precárias".
"No mesmo sentido, a UE mantém o seu apoio à promoção da paz, estabilidade e prosperidade no Afeganistão e na região", acrescentou, lembrando que a UE é atualmente "um dos principais doadores" daquele país.
Timor Leste
O primeiro-ministro pediu o apoio da comunidade internacional à consolidação do Timor Leste enquanto nação, "para que a paz não se confunda com o período entre duas guerras".
"Graças ao forte empenho e investimento da comunidade internacional para consolidar os alicerces da sua afirmação como Estado viável e de pleno direito, da sua democracia e do seu desenvolvimento, Timor Leste conseguiu realizar com sucesso as recentes eleições, as primeiras que organizou autonomamente", disse Sócrates.
Apesar de identificar progressos no país asiático desde a independência, o líder do país que tem a Presidente rotativa da UE afirmou que "continua a ser necessária a presença de todos os atores, para garantir a segurança e a estabilidade política, econômica e social no país".
Apoio
José Sócrates manifestou apoio ao Tribunal Penal Internacional e alertou para a necessidade de promoção dos direitos das crianças. Além disso, pediu a abolição da pena de morte e uma maior cooperação com instituições como o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho.
O premiê luso também elogiou as missões das Nações Unidas e da União Africana em Dafur, no Chade Oriental, e no norte da República Centro Africana.
Sócrates deixou ainda mensagens em defesa de um tratado internacional contra a proliferação de armas, de uma convenção global contra o terrorismo e da estratégia do ex-presidente português e alto representante das ONU para a Aliança das Civilizações, Jorge Sampaio.
Como apareceu "O Dia sem Carros"?
O World Carfree Day (mais informações na World Carfree Network), como a data é conhecida em inglês, foi inicialmente celebrado por algumas cidades europeias durante a crise do petróleo nos anos 70.
Oficialmente, o dia foi instituído em 2000, durante a Jornada Internacional "In Town Without My Car", organizada pela União Européia e que reuniu cerca de 760 municípios por toda a Europa.
Esta mobilização teve um crescimento constante, estima-se que em 2007, mais de 1600 cidades em todo o mundo participarão.
Na União Europeia a campanha inicial "In Town Without My Car" já é mais do que "O dia sem carros" celebrado hoje mundialmente evoluiu e transformou-se na "European Mobility Week" que é uma semana promovida em milhares de câmaras e municípios europeus que se centra em vários temas ligados há mobilidade, ecologia e promoção de uma vida saudável, para além do principal, que é o uso sustentável de transportes alternativos aos veiculos de combustão.
Oficialmente, o dia foi instituído em 2000, durante a Jornada Internacional "In Town Without My Car", organizada pela União Européia e que reuniu cerca de 760 municípios por toda a Europa.
Esta mobilização teve um crescimento constante, estima-se que em 2007, mais de 1600 cidades em todo o mundo participarão.
Na União Europeia a campanha inicial "In Town Without My Car" já é mais do que "O dia sem carros" celebrado hoje mundialmente evoluiu e transformou-se na "European Mobility Week" que é uma semana promovida em milhares de câmaras e municípios europeus que se centra em vários temas ligados há mobilidade, ecologia e promoção de uma vida saudável, para além do principal, que é o uso sustentável de transportes alternativos aos veiculos de combustão.
Miguel Torga, um grande Transmontano
Começo
Magoei os pés no chão onde nasci.
Cilícios de raivosa hostilidade
Abriram golpes na fragilidade
De criatura
Que não pude deixar de ser um dia.
Com lágrimas de pasmo e de amargura
Paguei à terra o pão que lhe pedia.
Comprei a consciência de que sou
Homem de trocas com a natureza.
Fera sentada à mesa
Depois de ter escoado o coração
Na incerteza
De comer o suor que semeou,
Varejou,
E, dobrada de lírica tristeza,
Carregou.
Miguel Torga.
Magoei os pés no chão onde nasci.
Cilícios de raivosa hostilidade
Abriram golpes na fragilidade
De criatura
Que não pude deixar de ser um dia.
Com lágrimas de pasmo e de amargura
Paguei à terra o pão que lhe pedia.
Comprei a consciência de que sou
Homem de trocas com a natureza.
Fera sentada à mesa
Depois de ter escoado o coração
Na incerteza
De comer o suor que semeou,
Varejou,
E, dobrada de lírica tristeza,
Carregou.
Miguel Torga.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
POLÍTICOS PRECISAM-SE

É absolutamente inegável que o regime democrático português tem sofrido várias mutações, não só na forma como os órgãos de poder se relacionam com os cidadãos, mas também na forma como os órgãos soberania interagem. Vem-se vulgarizando a ideia de que os legítimos representantes do povo, aqueles que solenemente juraram defender os direitos e interesses dos portugueses, imperturbáveis na prossecução daquilo que alguns definem como o superior interesse público, servem apenas interesses económicos e patrimoniais de uns poucos!
Longo tem sido o caminho percorrido pelos portugueses desde a revolução e profundas têm sido as mudanças de atitude destes para com o Estado, designadamente com os titulares dos órgãos de soberania. A esperança e euforia revolucionárias, que levaram milhões de portugueses às filas para as assembleias de votos parecem hoje substituídas pelo desânimo e descrédito. A política é hoje um assunto maçador entregue a um punhado de sujeitos cinzentos que em discurso devidamente uniformizado pelos melhores padrões do “politicamente correcto” insistem em ocupar alguns minutos do intervalo entre notícias de crime e futebol. O descrédito e a desvalorização da condição dos agentes políticos conduzem não só a uma indesmentível degradação da autoridade do Estado, mas também a uma preocupante erosão da nossa consciência nacional.
A falta de liderança e de um projecto galvanizador e unificador do espírito nacional vai fazendo sucumbir os valores e princípios que ao longo de séculos consolidaram os valores diferenciadores do espírito português e que a história nos encarrega de transmitir às gerações futuras.
Mas o processo de resgate da esperança e da confiança exige uma atitude mais activa e participativa de todos os cidadãos. O alheamento das questões públicas e a passividade na aceitação dos discursos derrotistas deve merecer de todos veemente repúdio e rejeição, adoptando todos os portugueses uma atitude reivindicativa de maior exigência e rigor. Porém, os populismos e demagogia devem ser combatidos e reprovados, pois se a Europa e o mundo globalizado são realidades cada vez mais complexas, com novos perigos e obstáculos, não deixam hoje de oferecer desafios e oportunidades a todos os povos que os saibam aproveitar.
É assim, indispensável que Portugal compreenda o seu contexto histórico e desenvolva um projecto nacional devidamente integrado na nossa realidade específica, mas também no contexto das nações ocidentais. Urge hoje, como no passado, olhar além dos horizontes e quebrar os grilhões dos nossos medos e anseios. Portugal continua, afinal, por cumprir-se!
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Portugal - Nova Zelandia
Pois é amigos a nossa selecção de Râguebi, defrontou este fim de semana a grande potencial mundial Nova Zelândia, e reservou um lugar na história ao sofrer a quinta pior derrota de sempre.
Mas conseguiu um ensaio por Rui Cordeiro (47 minutos), o que é um grande feito para uma selecção amadora.
Para a lembrança fica o resultado de 108-13, mas fica também o ensaio dos lobos.
O seleccionador disse que a equipa entrou em campo com três objectivos: Marcar um ensaio, o segundo que não fosse batido o recorde do Mundo e o outro era provar à crítica mundial que todos os jogadores sairiam vivos do campo.
Quarta feira os lobos vão jogar com a Italia, esperamos um grande jogo.
Força Portugal
Mas conseguiu um ensaio por Rui Cordeiro (47 minutos), o que é um grande feito para uma selecção amadora.
Para a lembrança fica o resultado de 108-13, mas fica também o ensaio dos lobos.
O seleccionador disse que a equipa entrou em campo com três objectivos: Marcar um ensaio, o segundo que não fosse batido o recorde do Mundo e o outro era provar à crítica mundial que todos os jogadores sairiam vivos do campo.
Quarta feira os lobos vão jogar com a Italia, esperamos um grande jogo.
Força Portugal
domingo, 16 de setembro de 2007
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Portugal História em 7 minutos
Quem disse que é necessario 7 anos de escola para se saber a História de Portugal... Bastam 7 minutos...Hehehe
Portugal Fotográfico
Embora a musica não seja a melhor aqui fica um bom cartão de visita para o nosso Portugal.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
São dias assim...
Do dia que passou apenas posso dizer:
Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.
Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.
Dá o sopro, a aragem — ou desgraça ou ânsia —
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância —
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
in: A Mensagem (Fernando Pessoa)
Não perder a esperança é uma virtude, mas maior é aceitar as derrotas de cabeça levantada.
Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.
Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.
Dá o sopro, a aragem — ou desgraça ou ânsia —
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância —
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
in: A Mensagem (Fernando Pessoa)
Não perder a esperança é uma virtude, mas maior é aceitar as derrotas de cabeça levantada.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Sentir Portugal
Isto sim meus senhores chama-se jogar com amor a camisola e sentir o peso da representação nacional.
Roteiros - Manteigas

Vila de Manteigas, sede de concelho de comarca, distrito e diocese da Guarda situada a cerca de 30 Km da Guarda, Covilhã e Seia.
A uma cota altimétrica de 700m fica situada no vale glaciar da Serra da Estrela, onde corre o rio Zêzere.
Com uma excelente Gastronomia, aconselha-se provar os seguintes pratos, Requeijão com doce de abóbora, Queijo da Serra, Feijoca e o famoso Cabrito assado.
A não perder as seguintes festividades:
Mostra de actividades económicas – Carnaval
Feira do Queijo da Serra 3ª feira de Carnaval
Festa da Santa Eufémia (Sameiro) 1º domingo após 16 Setembro (procissão e arraial).
Conhecida pelo seu Vale Glaciar que ultrapassava a zona da actual vila de Manteigas, tendo-se dissolvido a cerca de 680 m de altitude. O enorme comprimento do vale glaciário deve-se ao facto de ter sido alimentado pelas línguas da Nave de Santo António, Covão da Ametade, Candieira e Covões, progressivamente.
Desenvolveu nos últimos anos a capacidade de oferecer aos visitantes um vasto leque de ofertas desde o turismo de carácter ambiental até aos desportos de Inverno mesmo em época de verão com a criação do Sky Parque.
Sem duvida um fim-de-semana ou ferias rodeado dos mais belos encantos naturais em Portugal.
Outra curiosidade
Um Papa Matemático
Gerbert, geómetra famoso, foi arcebispo de Ravena e subiu à Cátedra de São Pedro no ano 999. Considerado um dos mais sábios do seu tempo, chamou-se Papa Silvestre II. Foi o primeiro a vulgarizar no Ocidente latino o emprego dos algarismos arábicos. Faleceu em 1003.
Gerbert, geómetra famoso, foi arcebispo de Ravena e subiu à Cátedra de São Pedro no ano 999. Considerado um dos mais sábios do seu tempo, chamou-se Papa Silvestre II. Foi o primeiro a vulgarizar no Ocidente latino o emprego dos algarismos arábicos. Faleceu em 1003.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Roteiros - Vinhais

Começo aqui uma secção de roteiros e nada melhor que começar por uma terra que bem conheço.
Vinhais é o nome de uma vila situada na província de Trás-os-Montes, distrito de Bragança, bem no extremo nordeste de Portugal, a 23 Km da fronteira com Espanha.
É sede de um concelho com uma área de 703 Km2 e habitado por 10458 pessoas distribuídas por 35 freguesias perfazendo um total de 104 aldeias.
Uma terra cheia de encanto, um local que apraz conhecer cheio de boa gastronomia e de uma beleza paisagística imensa, um sítio calmo que traz a quem visita uma sensação de descoberta interior, onde o verde dos campos se mistura com o calor das gentes que por lá habitam.
Inserido na bacia do rio Douro, sendo atravessado pelos rios Rabaçal, Tuela, Mente e Baceiro.
O concelho reveste-se de grande importância faunística a nível europeu, pela existência de espécies em vias de extinção, como o lobo ibérico, a águia real e a cegonha branca, bem como espécies raras e vulneráveis, como a lontra, a marta, toupeira de água e a víbora cornuda. De referir ainda o corço, o veado, o coelho, a lebre, a perdiz e o javali.
É uma povoação muito antiga, anterior à fundação da nacionalidade, outrora chamou-se Póvoa Rica.
Na Gastronomia Salientam-se as trutas do Tuela, a caça e o fumeiro que dá origem à Feira do Fumeiro – o maior evento do concelho – que se realiza no mês de Fevereiro, um óptimo evento para se visitar.
Curiosidade
«Cristóvão Colombo – O Enigma»

«Cristóvão Colombo – O Enigma» foi o preferido da crítica independente
O filme «Cristóvão Colombo - O Enigma», de Manoel de Oliveira, venceu o prémio Bisato d`Oro, atribuído pela crítica independente que esteve no 64º Festival de Cinema de Veneza, que termina hoje.
A longa-metragem, que estreou na bienal de Veneza fora de competição, foi considerada, no entender da crítica independente, «o filme mais significativo da mostra».
Ainda sem estreia marcada nas salas portuguesas, «Cristóvão Colombo - O Engima» baseia-se num livro do casal Manuel Luciano da Silva e Sílvia Jorge Silva que sustenta que Colombo era português e nasceu em Cuba, no Alentejo.
Cristovão Colombo – O Enigma começou a ser rodado na Baixa Lisboeta no passado domingo. Este novo projecto de Oliveira explora a possibilidade de Cristovão Colombo ser português, oriundo de Cuba do Alentejo, de acordo com o livro «Cristóvão Colon [Colombo] Era Português», de Manuel Luciano da Silva e Sílvia Jorge da Silva.
Em declarações à Lusa, o cineasta afirma que «não se trata nem de um filme científico, histórico ou patriótico, nem de carácter propriamente biográfico, mas sim de uma ficção de teor romanesco, evocativa da grandiosa gesta dos Descobrimentos Marítimos em si».
Portugal em grande

As armas e os Barões assinalados continuam na conquista e deixam marca na história, desta vez no Basquetebol onde Portugal venceu e bem Israel com o resultado de 94-85.
Considerada por muitos como uma selecção frágil os portugueses tem feito sucesso e é já neste momento uma das sensações da prova.
Demonstrando a qualidade do seu jogo e o espírito de grupo Portugal tem levado de vencia obstáculos que pareciam intransponíveis.
Tentando agora a chegada aos quartos de final e o apuramentos para os jogos olímpicos.
Figura do Jogo: João Gomes
Fez um duplo-duplo com 23 pontos e 11 ressaltos, nos 34m41s que esteve em campo, sendo o português que mais tempo jogou. Ainda deu espectáculo com três afundanços, ao melhor estilo da NBA.
Terça-feira, pelas 19:00 horas (18:00 em Portugal) a equipa das quinas entra no Madrid Arena com os olhos na vitória e nos quartos-de-final.
Portugal com raça e orgulho

Portugal com raça e orgulho.
A Selecção Nacional estreou-se ontem, em Saint Étienne, frente à Escócia, um adversário da elite mundial do Râguebi.
O resultado final de 56-10 favorável a Escócia em nada envergonha a nossa selecção pois se para nos o Râguebi é um desporto amador já a Escócia é uma das elites mundiais deste desporto.
“MOMENTO DO JOGO
Primeiro ensaio (28 m)
O primeiro ensaio de Portugal numa Taça do Mundo vai ficar na história e Pedro Carvalho, como autor, também, embora seja um esforço colectivo.
Jogava-se o minuto 28. Tudo começou em David Mateus, ao pressionar um adversário, acabando por conseguir um (dos quatro) turn overs lusos. De uma formação ordenada ganha, a bola chegou a Pedro Leal, que não se deixou intimidar pela estatura dos adversários e ganhou uns metros, acabando parado em falta. José Pinto jogou rápido e teve o apoio da abertura Cardoso Pinto, mais uma investida antes de soltar para Pedro Carvalho, que surgiu imparável para o primeiro ensaio, transformado por Cardoso Pinto.
Foi o mote para um resto de jogo português de grande qualidade.
A Figura: VASCO UVA
Incansável
Vasco Uva liderou a selecção portuguesa com superioridade e, uma vez mais, voltou a dar o exemplo e a ver reconhecido o seu desempenho com a atribuição do prémio de melhor jogador em campo. Sempre preocupado em manter os companheiros unidos em torno das metas traçadas, conseguiu exemplificar a raça do verdadeiro Lobo. De facto, o líder da alcateia foi incansável ao longo de 80 desgastantes minutos. Nas formações espontâneas, nas saídas das formações ordenadas, na defesa dos maulsdinâmicos, foram muitas as vezes que o número oito causou dores de cabeça aos escoceses.
Antes do embate terminar, ainda dentro do campo, o capitão português ouviu o anúncio que o distinguia entre um naipe de jogadores de grande craveira, que é realmente a sua.”Jornal O Jogo
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Mariza um expoente Português

A cantora Mariza foi nomeada para os Grammys Latinos na secção Tradicional, na categoria de Melhor Álbum de Música Folclórica.
É com certeza uma cantora Portuguesa de raça, talento como poucos.
Os vencedores dos Grammys vão ser anunciados na cerimónia oficial que vai decorrer a 8 de Novembro, no Mandalay Bay Center, em Las Vegas.
Força Mariza
Bem vindos e boas viagens
E assim com este blog vou tentar viajar um pouco por todo este nosso Portugal com tudo o que tem de bom e de mau. Apontando noticias actuais e a curiosidades
Pensas que só a ti isso sucedeu; admiras-te, como se fosse um caso raro, de após uma tão grande viagem e uma tão grande variedade de locais visitados não teres conseguido dissipar essa tristeza que te pesa na alma!? Deves é mudar de alma, não de clima. Ainda que atravesses a vastidão do mar, ainda que, como diz Vergílio, “as costas, as cidades desapareçam no horizonte, os teus vícios seguir-te-ão onde quer que tu vás. Do mesmo se queixou um dia alguém a Sócrates: «Porquê admirar-te da inutilidade das tuas viagens, se para todo o lado levas a mesma disposição? A causa que te aflige é exactamente a mesma que te leva a partir!»
De facto, em que pode ajudar a mudança de local, ou o conhecimento de novas paisagens e cidades? Toda essa agitação carece de sentido. Andares de um lado para o outro não te ajuda em nada, porque andas sempre na tua própria companhia. Tens de alijar o peso que tens na alma; antes disso não há terra alguma que te possa dar prazer! Temos de viver com essa convicção: não nascemos destinados a nenhum lugar particular, a nossa pátria é o mundo inteiro! Quando te tiveres convencido desta verdade, deixará de espantar-te a inutilidade de andares de terra em terra, levando para cada uma o tédio que tinhas à partida. Se te persuadires de que toda a terra te pertence, o primeiro ponto em que parares agradar-te-á de imediato. O que tu fazes agora não é viajar, mas sim andar à deriva, a saltar de um lado para o outro, quando na realidade o que tu pretendes - viver segundo a virtude - podes consegui-lo em qualquer sítio.
Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
De facto, em que pode ajudar a mudança de local, ou o conhecimento de novas paisagens e cidades? Toda essa agitação carece de sentido. Andares de um lado para o outro não te ajuda em nada, porque andas sempre na tua própria companhia. Tens de alijar o peso que tens na alma; antes disso não há terra alguma que te possa dar prazer! Temos de viver com essa convicção: não nascemos destinados a nenhum lugar particular, a nossa pátria é o mundo inteiro! Quando te tiveres convencido desta verdade, deixará de espantar-te a inutilidade de andares de terra em terra, levando para cada uma o tédio que tinhas à partida. Se te persuadires de que toda a terra te pertence, o primeiro ponto em que parares agradar-te-á de imediato. O que tu fazes agora não é viajar, mas sim andar à deriva, a saltar de um lado para o outro, quando na realidade o que tu pretendes - viver segundo a virtude - podes consegui-lo em qualquer sítio.
Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
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